ABEP busca respaldo jurídico contra resolução do TSE
A ABEP busca respaldo jurídico para tentar retornar à Resolução de 2004 do Tribunal Superior Eleitoral, em que não há obrigatoriedade de registro no Conselho Regional de Estatística (Conre) por parte das empresas de pesquisa política e de opinião. A iniciativa baseia-se na multidisci-plinaridade à qual a pesquisa se apóia. A ABEP, no entanto, está usando de toda cautela, visando maximizar o sucesso no resultado.
A Resolução 22.623/2007 do TSE definiu a obrigatoriedade de as empresas de pesquisa se filiarem ao Conre para a publicação de pesquisas eleitorais a partir de 1º de janeiro de 2008. "Nesse interim, porém, os associados devem se proteger e fazer cumprir a lei", orienta Marisa Maluli, diretora executiva da ABEP. Veja aqui a instrução expedida pelo TSE. Confira também as instruções do Conre quanto às responsabilidades técnicas a partir da resolução.
RESPOSTA DO CONRE-2 a ABEP
A iniciativa da APEB - Associação Brasileira de Pesquisa de retornar-se a Resolução 22.623 de 2007, expedida do Tribunal Superior Eleitoral (obrigatoriedade de registro no CONRE para empresas de pesquisa política e de opinião) baseada na multidisciplinariedade da pesquisa política e de opinião deve ser vista com cautela. As grades curriculares para a formação do estatístico diferem substancialmente das de outras especialidades em Ciências Sociais. A formação do Estatístico impõe um ciclo básico para embasamento de Matemática, Teoria das Probabilidades e Análise Exploratória de Dados que esteiam o aprendizado da Tecnologia da Amostragem e da Inferência Estatística (Clássica ou Bayesiana), enquanto os outros especialistas em Ciências Sociais ou não, não têm um aprendizado abrangente dessas disciplinas. A fidedignidade dos resultados obtidos através dos Métodos Inferências está consubstanciada nos erros de estimativas, que nem sempre são apontados nas pesquisas de opinião, sendo os resultados tratados sob a perspectiva da Estatística Descritiva.
O fato de o embasamento estatístico ser fundamental para pesquisas de diferentes modalidades mercadológicas já é o suficiente para que não haja variedades das características dos profissionais que realizam essas pesquisas.
A base amostral da pesquisa, justamente por ser do imprescindível para o sucesso dos resultados, não pode estar fora de âmbito dos profissionais de Estatística, caso contrário a tendência prevalecerá sobre os verdadeiros interesses sociais.